Mangakai

Peripécias NativasMangá é uma palavra que em japonês, significa “história em quadrinhos” (HQs). O termo é utilizado no Japão para designar histórias em quadrinho em geral, já no Brasil é empregado normalmente para denominar uma história em quadrinhos feita no estilo japonês.

Os mangás são conhecidos frequentemente pela sua expressividade, olhos grandes e desenhos dinâmicos. Muitas obras deram origem a desenhos animados (os chamados animes) ganhando destaques também nos cinemas, jogos e series de tv.

O grupo MANGAKAI foi formado por amigos inspirados por essa cultura, dedicando-se ao estudo e criação de HQs no estilo mangá. O grupo foi contemplado no Prêmio Quadrinhos MT, publicando sua obra com temas regionais em 2016. O grupo também ministra aulas de desenho, possui pagina e canal voltado para suas peripécias artísticas.


A revista Peripécias Nativas será comercializada no evento por R$ 10,00.

 

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Entre Lendas

O projeto Entre Lendas surgiu da imensa vontade de recontar mitos brasileiros que conhecemos quando crianças na escola. Queríamos usar nosso folclore como fonte de inspiração para criar uma trama envolvente, brincar com esse mundo, repaginá-lo. E até mesmo inserir novos personagens nesse universo.

Ele começou como um trabalho de faculdade e, em 2015, o projeto foi selecionado através de um edital cultural para receber o apoio da Secretaria de Cultura e Lazer do Mato Grosso.  Foram muitas noites em claro pesquisando mais sobre lendas, escrevendo o roteiro, planejando páginas, desenhando personagens e cenários e adicionando balões de falas. Muitas folhas de papel foram usadas e vários litros de café tomados. E, assim, se tornou real.

Os exemplares estão prontinhos, esperando ansiosamente para serem lidos. Afinal, uma história só vive se alguém quiser ouvi-la, não é?

Entre Lendas se passa em uma Brasil antigo, quando nossas florestas eram desconhecidas e ainda guardavam segredos. Acompanhamos a jornada de Guilherme, um garoto de dezesseis anos irresponsável que desperdiça seu tempo apostando com desconhecidos para o desgosto do pai.

Tudo muda quando o garoto é enviado pelo pai para uma fazenda distante, na esperança de que assim amadureça. Ele treme ao ouvir a ordem, afinal, evitou aquele lugar horrível desde que… que… bem, vocês descobrirão! Lá, não demora muito para Gui se perder na floresta e encontrar Eora, uma jovem nativa muito esperta e, moradora da mata.

Ela explica que sua aldeia, mesmo estando escondida, corre perigo. Seu povo está sendo ameaçado por criaturas de pés virados que brotam das cinzas, os Curupiras. Para conseguir salvar a todos e manter o equilíbrio natural, os dois precisarão trabalhar juntos. E, o mais difícil, superar seus medos e fantasmas do passado.

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Gabriel de Mattos

Gabriel de Mattos, mineiro de Lavras, cuiabano de fato, é formado em Arquitetura e Urbanismo (UFRJ, 1984); atuou como projetista, trabalhou na Prefeitura de Cuiabá, na extinta Fundação Nacional ProMemória e acabou (por enquanto) professor de ensino médio e depois universitário, na rede privada e pública. Se em música tocava um pouco de piano e violão, quando começou a escrever, já começou também a desenhar, sendo ilustrador de revistas alternativas (Poetagem da PUC-RJ, Vôte! da UFMT), quadrinista teórico e prático assim como roteirista e desenhista. Batalhou no movimento regional de defesa da criação ficcional, que gerou a Associação dos Amigos do Livro Mato-Grossense (AlimeMTo), de grande importância e curta duração. Publicou livros e partiu para um Mestrado em Educação, tendo publicado sua dissertação: Desmontando os Quadrinhos – Histórias em Quadrinhos, Educação e Regionalidade (EdUFMT/Carlini e Caniato/FAPEMAT, 2009). Participa desde 1988 em várias revistas, como Vôte!, Verso & Prosa, HQ Express e Canalha!, publicando artigos, contos, histórias em quadrinhos e crônicas; além de ter cartuns publicados no antigo O Pasquim e participado como desenhista do Salão Jovem Arte Mato-grossense. Sócio do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, é arquiteto, professor universitário e Mestre em Educação.

Livros publicados
Romances

Doce Irresponsabilidade

A geração da virada, aquela que viu o fim da ditadura e o início de um novo país, para o qual ainda não estava preparada. Aquele momento é narrado por várias personagens (um estudante mato-grossense, a jovem em busca do amor livre, o intelectual engajado, o mauricinho conservador) no Rio de Janeiro, compondo um mosaico de esperanças e desilusões, com atividades políticas, artísticas, românticas e mesmo metafísicas. Um romance-painel sobre os anos 1970/80.

República Transatlântica

Durante a Campanha das Diretas-Já em Mato Grosso, um grupo de pessoas (incluindo funcionários públicos, teatrólogos e sociedades alternativas) pesquisa a história das transformações políticas ocorridas na região durante a implantação da República, cem anos atrás. Com direito a golpes de estado e tentativas de independência da região do Pantanal, nascendo a República Transatlântica, hipotecada à Inglaterra no ato de criação. Um romance quase-picaresco.

Contos

A Geringonça

Quinze histórias sobre a vida de pessoas que buscam seus caminhos num mundo em transformação acelerada entre o urbano e o rural. Os contos que lançaram o autor, publicados em vários jornais e revistas literárias. Destaque para A Geringonça, Bar e Restaurante Abrigo da Estrada, Ligados com o Mundo, Fuga do Buriti, Curinpãpã, Adalgisa na Varanda, Terceto do Porto e Ditinho e o Fogueteiro Fantasma. Selecionado pelo Programa Nacional de Biblioteca de Escolas/Ministério da Educação 2006.

Vertiginoso

Nesta segunda coletânea de contos o foco é predominantemente centrado em personagens adultos, obrigados a esquecer alguns dos sonhos de infância e a enfrentar escolhas que deveriam levar a algum novo lugar, o qual não é nem um grande espaço de chegada, antes uma estação intermediária. Agora as opções já não afetam um personagem solitário, mas existe uma consciência (classe média) que envolve parceiro adulto e crianças, como se vê no melancólico Tempos Modernos, uma história comum dos tempos pós-ditadura; ou também em A Quadra, onde as discussões entre os moradores de um prédio fazem um paralelo com a situação de negociação forçada. Essa road to nowhere encontra outra boa representação no emblemático Vertiginoso, conto com nome de chorinho e ritmo acelerado, onde mesmo um personagem solitário se mostra vulnerável aos caprichos de uma vida sem sentido mas cheia de simbologia.

Novelas

Cuiabá: Duas Novelas

Duas novelas sobre uma cidade que não existe mais, sobre um período que antecedeu a ocupação urbana acelerada do Centro-Oeste, nos anos 1970. Verão Azul mostra os caminhos cruzados de um grupo de jovens perdidos entre as relações familiares, as ligações sentimentais e a sombra do Vestibular, enquanto se aproxima o Carnaval. Tardes Mortas narra uma pequena história de crescimento, através dos conflitos entre mãe e filha.

Histórias em quadrinhos

Quadricrônicas

Doze histórias sobre um tempo mágico no interior do Brasil, com engraçadas descobertas de um grupo de amigos em viagens e situações especiais. As narrativas se complementam, montando um vitral sobre a evolução de um personagem sem nome, desde a infância vivida à beira de rios outrora caudalosos, a fase da fazenda no Pantanal, as brincadeiras perigosas do tempo de colégio e
o exílio longe de casa para estudar na Cidade Grande.

Destino Oeste

Duas histórias em quadrinhos sobre o caminho para o interior do país, baseadas em momentos reais da história local. Na primeira, Janeiro 1927, um velho militar se prontifica, por amor, a ser o guardião do Pantanal contra a Coluna Prestes. A segunda, Asas, narra as peripécias dos primeiros aviões que chegaram em Mato Grosso, com destaque para a disputa pelo primeiro pouso em Cuiabá, onde está em jogo mais que o prêmio oferecido pelo governador do estado em 1929. Uma batalha sem tiros vai se travar nos céus do Pantanal.

Teoria

Desmontando os Quadrinhos

Histórias em Quadrinhos, Educação e Regionalidade: Este trabalho começa com a questão candente, e ainda presente, da utilização dos quadrinhos na educação, na área de ensino de leitura ou da educação informal, a Pedagogia Pop. Depois temos uma pioneira História dos Quadrinhos em Mato Grosso, que começa tímida nos jornais e já conquista HQ Mixes e traduções para a Europa.
Então temos a proposta para a definição de uma Estética dos Desenhos das Histórias em Quadrinhos, onde os mais de cem anos de desenvolvimento do meio são analisados e agrupados em suas várias linhas de expressão. Bom para os criadores, vital para os editores. E finalmente, o desenvolvimento do projeto (estético, editorial e comercial) de uma revista seriada de história em quadrinhos, a interessante Um País em Construção, com o primeiro exemplar já incluído neste volume.